
A fonoaudióloga Anita Sakaguchi
atende pacientes em Recife (PE)
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(Reportagem:
Kelly Nagaoka | Foto: Fabio Hide)
Tonteira,
zumbido e até mesmo a surdez podem ser ocasionados pelo uso incorreto
e prolongado de remédios ototóxicos (que possuem substâncias
tóxicas ao sistema auditivo).
Na lista desses
medicamentos, estão cerca de 60 remédios, que vão
desde os mais corriqueiros como os remédios para dor e inflamação
até os mais fortes e específicos, como aqueles utilizados
em tratamentos para o câncer.
Os principais
danos causados pelas substâncias ototóxicas estão
relacionados ao uso prolongado e em altas doses, o que ocorre em tratamentos
contra infecções pós-operatórias e câncer.
A utilização desses medicamentos tem sido um grande dilema
para os médicos, por cauda dos danos causados à audição.
As substâncias conhecidas como ototóxicas causam lesões
graves e, muitas vezes, irreversíveis à cóclea, a
parte do ouvido humano responsável pela audição,
afirma a fonoaudióloga do Centro Auditivo Telex, Isabela Gomes.
O
perigo da automedicação
Entre as substâncias
que podem ocasionar lesões ao sistema auditivo, está o salicitado
de sódio, que é utilizado em medicamentos para inflamação,
dor, diuréticos e anticoagulantes. Por se tratar de uma substância
de fácil acesso, é muito comum o uso incorreto, especialmente,
por aqueles que insistem na automedicação. Segundo
a Abifarma, todo ano, cerca de 20 mil pessoas morrem no País, vítimas
de automedicação. Um simples ato pode pôr a sua vida
em risco. Não se automedique! Procure o médico e seja acompanhado
com segurança. Os medicamentos podem conter substâncias ototóxicas,
que, ingeridas em grande quantidade, podem causar danos irreversíveis
à saúde. Pense nisso antes de agir, alerta a fonoaudióloga
e Consultora em Audiologia do Centro Auditivo Telex, Anita Chisato Sakaguchi.
O ideal é
que, antes de qualquer tratamento, o paciente realize exames prévios
para verificar se existe alguma lesão que pode ser agravada com
determinado tipo de medicamento.
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O risco das
substância ototóxicas pode ser ainda maior para os recém-nascidos,
como explica a fonoaudióloga Isabela: Os recém-nascidos
com baixo peso são muito expostos a infecções e precisam
desses remédios, mas é preciso atenção. Hoje,
o teste da orelhinha é uma avaliação realizada em
muitos hospitais e, em alguns estados, inclusive, é obrigatório
que todos os bebês sejam examinados para saber se existe alguma
perda auditiva.
Quando a perda
causada por medicamentos ototóxicos ocorre ainda na infância,
a lesão da cóclea traz problemas para a fala e o aprendizado.
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