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Crise arrefece, mas achar emprego continua difícil
Em três das cidades com as maiores comunidades
brasileiras as ofertas de emprego caíram
 

Julia Sezmer um churrasquinho

(Reportagem: Marcello Sudoh/IPC | Foto: Kyodp)

A procura por vagas nas Agências Públicas de Emprego (Hello Work) de Aichi, Shizuoka e Mie aumentou de abril de 2009 para abril de 2010, mas as ofertas de emprego caíram. Em Gunma, mesmo com a crise, os números de pessoas procurando uma colocação e o de ofertas permaneceram iguais antes, durante e depois da crise. Os dados foram apurados pelo jornal International Press junto a Hello Work de quatro cidades com grande número de brasileiros: Suzuka (Mie), Iwata (Shizuoka), Toyohashi (Aichi) e Isezaki (Gunma).

De acordo com Hideshi Minami, funcionário da Divisão de Apoio à Profissionalização da Hello Work de Suzuka (Mie), houve 35 vagas para cada 100 trabalhadores em abril. Cerca de 4.179 pessoas disputaram 1.126 vagas para contratação efetiva. Desse total, 2.089 eram candidatos ao setor industrial, que oferecia 449 posições. No caso de trabalhadores de meio período (part-time), houve 1.465 candidatos para 709 ofertas de emprego em abril. Desses, 579 visavam ao setor industrial, no qual havia 201 vagas.

Mais de 170 estrangeiros estiveram no centro em busca de emprego pela primeira vez em abril, sendo a maioria brasileiros. A média salarial oferecida era de 222 mil ienes mensais (R$ 4.340) para efetivos e 991 ienes (R$ 19,38) a hora para funcionários de meio período. No setor industrial, os valores ficaram em 225 mil ienes (R$ 4.400) e 881 ienes (R$ 17,23), respectivamente.

Empresas cautelosas

Em Iwata (Shizuoka), que assim como Hamamatsu é uma das maiores cidades de concentração de brasileiros na província, a situação é de insegurança para empregados e empregadores. “Embora a pior fase da crise tenha passado, e a economia tenha se recuperado um pouco, as empresas ainda mantêm cautela nas contratações, porque não estão seguras em relação ao futuro da economia”, disse Tetsuo Yamada, funcionário da Divisão de Estabilidade no Emprego da Secretaria do Trabalho de Shizuoka.

A Hello Work local vem recebendo cerca de 500 consultas mensais. No setor manufatureiro, as ofertas caíram para 582 em abril deste ano. No mesmo mês do ano passado haviam 1.100. O de serviços manteve-se praticamente estável. Foram 79 ofertas em abril de 2010, ante 76 um ano antes. No total, houve 1.600 vagas naquele mês, ante 2.300 no mesmo período anterior. Em geral, a oferta de mão de obra caiu 22%, com 1.100 pessoas procurando emprego em abril de 2009 contra 911 em abril de 2010. Mas no setor industrial esse número mais que dobrou, de 116 em 2009 para 287 em 2010.

De acordo com a Hello Work de Iwata, o local tem atendido mensalmente de 50 a 60 estrangeiros, sendo 90% brasileiros. A economia em Toyohashi (Aichi) apresentou uma pequena recuperação, mas a indústria local não retomou os níveis de produção de antes da crise. Em abril de 2010, havia 60 vagas para cada 100 candidatos na província. Já na cidade a relação era de 59 ofertas para cada 100 desempregados. Em toda a província, as Hello Work receberam 141 mil consultas, das quais 9.500 foram de Toyohashi. O órgão não possuía dados mais detalhados.

Segundo Satoshi Kaneta, do Balcão de Consultas aos Estrangeiros da Hello Work de Isezaki (Gunma), a oferta de empregos na região não mudou com a crise e continua sendo de 69 vagas para cada 100 candidatos. O salário médio está em torno de 800 ienes (R$ 15,65) e 850 ienes (R$16,63) por hora, e o período de contrato é de três a quatro meses. O local atende de 30 a 50 estrangeiros por dia, sendo a maioria de nacionalidade peruana. A cidade de Isezaki possui fábricas no setor de montagem de autopeças e de equipamentos para produção de alimentos.

 
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