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HISTÓRIA DA ESCRITA JAPONESA
Matéria publicada no Zashi edição 2 - Outubro de 2007

O surgimento do man’yôgana

Obra concentra grande quantidade de ideogramas chineses em seu conteúdo

Ideograma chinês

O ideograma chinês possui três elementos básicos: forma, som e significado. Trata-se de uma unidade gráfica que comporta conteúdo significativo e leituras diversificadas, dependendo da forma como o ideograma é empregado, seja como palavra ou parte dela.

No entanto, na época em que foi elaborada a obra Man’yôshû (Antologia Poética das Dez Mil Folhas), em 760, os escribas empregavam os ideogramas pelo seu som para representar graficamente a língua japonesa.

Ongana x kungana

Os ideogramas funcionavam apenas como fonogramas, ou seja, eram utilizados somente pelo seu som, sem levar em conta o significado. Para grafar a palavra sakura (flor de cerejeira), que atualmente é representado pelo ideograma , por exemplo, empregavam-se três caracteres: (sa), (ku) e (ra). Os ideogramas empregados com esse critério foram denominados de ongana.

O domínio do significado dos ideogramas pelos japoneses fez com que a leitura dos símbolos fosse feita em correspondência com a língua japonesa nativa , baseando-se no seu significado, como se fosse uma tradução. Por exemplo, os ideogramas (pé), (mão) e (nome), cujas leituras chinesas são, respectivamente, soku, shu e mei, também passaram a ser lidos, de acordo com a leitura em japonês, como “ashi”, “te” e “na”. Os ideogramas empregados para serem lidos na língua japonesa foram chamados de kungana.

Man’yôgana

No Man’yôshû observa-se então sinais de assimilação, por meio de emprego de ongana e do kungana. Embora essa forma de emprego dos ideogramas chineses pudesse ser vista nas obras anteriores a Man’yôshû, pelo fato de eles aparecerem em grande escala nessa obra foram denominados, posteriormente, como man’yôgana. Ao longo do tempo a quantidade de man’yôgana foi gradualmente reduzida.

Glossário

Ongana – Emprego dos ideogramas chineses nos textos japoneses, somente pela leitura chinesa, desconsiderando o seu significado.

Kungana – Emprego dos ideogramas chineses para serem lidos na língua japonesa por meio de uma tradução, preservando seu significado.

Colaboradores: Nancy Naomi Ueda e Anderson Missao Morishita
Coordenação: Profª. Leiko Matsubara Morales
Centro de Línguas (FFLCH/USP) – Centro Interdepartamental de Línguas – Cursos de Japonês Instrumental
Direção: Profª. Drª. Ligia Fonseca Ferreira
Fontes das imagens (livros): Bunkachô kanshû “Kokuhou” 9 - Shonseki 1 e Nihon Koten Bungaku Zenshû Manyôshû 1.

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