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(Texto:
Venerável Mestre Hsing Yün | Foto: Divulgação)
A Constituição e a lei são dois dos mais
importantes fatores de manutenção da ordem social
e da estabilidade nacional. Sem elas, surgiriam a desordem e
o caos, pois não haveria o chamado contrato social, estabelecido
entre nós como seres humanos e cidadãos. Sempre
que um grupo de pessoas se une em torno de interesses ou crenças
comuns, algumas normas e regulamentos tornam-se necessários
para definir os direitos e os deveres de cada indivíduo.
No
exército, existem leis militares para cada nível
da hierarquia e para a organização como um todo.
Em instituições religiosas, existem preceitos
e mandamentos tanto para os clérigos quanto para os fiéis
leigos.
Organização
social
Em uma família, as regras domésticas devem existir
tanto para os filhos quanto para os pais. Se um membro de um
grupo específico decide romper as regras de conduta estabelecidas,
a coesão do todo ficará ameaçada.
Nas
democracias, há um Poder Legislativo, no qual os representantes
do povo aprovam os projetos de lei, e um Poder Judiciário,
cuja função é aplicar e defender as leis.
Se um membro do Congresso ou um funcionário do tribunal
desrespeitar a lei, a integridade de sua função
será colocada em risco e ele enfrentará a desconfiança
dos eleitores e administradores além de, muito
provavelmente, perder o cargo.
Para
que um país caminhe tranqüilamente, existem normas
e regulamentos que orientam o funcionamento de todas as atividades.
Para que a sociedade sobreviva sem caos, existem leis que regulamentam
quase todos os aspectos da vida. Por exemplo, sem leis eleitorais,
as eleições não seriam justas nem imparciais.
Sem leis sobre o sistema financeiro, a economia viraria uma
confusão. Sem a legislação penal, o crime
correria desenfreado. Sem leis de trânsito, as ruas se
transformariam em selva.
No
entanto, existem pessoas que encaram as leis como obstáculos
à liberdade individual e como um meio utilizado pelo
governo para controlar o povo. Qual é, então,
a verdadeira natureza da lei? Superficialmente, regras de conduta,
como preceitos e mandamentos, podem ser restritivos, já
que parecem limitar a extensão de nossos atos. Mas, na
realidade, eles são garantidores da liberdade pessoal.
Por exemplo, se eu violar um dos cinco preceitos do budismo
não matar, não roubar, não ter má
conduta sexual, não mentir, não me intoxicar
posso acabar vestindo um uniforme de presidiário por
longo tempo, dependendo da transgressão.
Por
essa razão, se uma nação deseja alcançar
estabilidade duradoura e prosperidade, cada um de seus cidadãos
deve desenvolver o hábito de acatar as leis estabelecidas
a partir do costume, da convenção e da autoridade.
Não devemos permitir que ninguém use brechas legais
para dar um jeitinho e evitar problemas nem
o presidente da República, nem as celebridades, nem os
cidadãos comuns. Todos devem ser iguais perante a lei,
independentemente de raça, idade, sexo, condição
financeira, fama ou posição. Se não for
assim, a sociedade e o país cairão em caos absoluto.
Respeito
às leis
Em um país com lei e ordem, assim como em uma organização
com normas e regulamentos, nada é mais importante que
respeitar e acatar as leis. Um semáforo não teria
valor algum se todos decidissem ignorá-lo. Uma faixa
de pedestres seria inútil se todos negligenciassem sua
existência. Somente quando paramos no sinal vermelho ou
à passagem de um pedestre é que semáforos
e faixas de pedestres funcionam como forma de segurança
pública e representação da lei.
Como
cidadãos cumpridores da lei, devemos sustentar as leis
e qualquer de suas representações, sem negligências.
Como cidadãos cumpridores das leis, devemos agir em concordância
com a lei, sem que ninguém precise nos lembrar disso.
Pois, sem normas e regulamentos, as nações não
prosperarão, teremos uma sociedade sem lei e o caráter
enfraquecido e corrompido.
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