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(Texto:
Venerável Mestre Hsing Yün | Foto: Divulgação)

Os
relacionamentos interpessoais representam uma parte muito importante
da vida contemporânea. Muitas pessoas se sentem aflitas
e angustiadas quando o relacionamento entre si mesmas e os outros
não é harmônico. Isso acontece porque elas
não sabem como lidar com os outros nem como cultivar
a si mesmas.
Condições
Na verdade, todo relacionamento é sustentado pelas condições
boas condições proporcionam boas amizades,
enquanto más condições resultam em carma
negativo. Nem todos, porém, são capazes de perceber
a relação entre causa e efeito. As pessoas recusam-se
a auxiliar os outros em suas tarefas e ainda sentem inveja das
realizações alheias, sempre conjeturando e se
comparando aos demais, tentando tramar um meio de superá-los
em todas as circunstâncias. Esse comportamento geralmente
resulta em desarmonia nos relacionamentos, além de prejudicar
a própria pessoa, as outras e causar sofrimento.
Entre
os humanos, uma vez que surge o pensamento discriminatório
e comparativo, ou a intenção de comparar o aspecto
superficial dos ganhos e das perdas, nem os entes mais próximos
se salvam do desentendimento. Por isso, apegar-se ao eu
é fonte de sofrimento. A abnegação é
a solução para o conflito nos relacionamentos.
A discórdia e a injustiça existem entre as pessoas
porque o relacionamento entre o eu e os outros é
desarmônico. A única maneira de se conseguir harmonia,
portanto, é tratando os outros como a si mesmo. Quando
você e eu somos um, somos capazes de ter verdadeira consideração
pelos sentimentos um do outro e considerar questões desde
ambos os pontos de vista. Essa é a maneira mais sublime
de aliviar nosso sofrimento.
Desentendimentos
Todos queremos ser os melhores em tudo e, por causa desse desejo
de se sobressair, infinitos desentendimentos acontecem. Se,
ao contrário, respeitássemos a força uns
dos outros, se nos apoiássemos e nos ajudássemos
mutuamente, então a paz e a harmonia poderiam ser realizadas.
Muitos desejam possuir mais do que os outros, sem se importar
com as privações que os demais possam ter de enfrentar.
Mas, será que alguém pode se sentir em paz sendo
o único a desfrutar tudo, enquanto todos os outros não
têm nada?
Muitos
de nós preferem bem-estar a trabalho árduo, buscando
alegria e serenidade para si mesmos e menosprezando o sofrimento
alheio. Essa é a fonte do desentendimento no mundo. Se,
ao contrário, proporcionássemos alegria aos demais
seres, seríamos felizes com essa alegria. Lutar para
vencer e fugir da culpa é um mal comum e a base de todos
os conflitos. Mas, se nos dispusermos a admitir nossos erros
e falhas e não fugirmos da responsabilidade, o relacionamento
entre nós e os outros se harmonizará.
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