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Família
imperial
No dia 7 de
janeiro de 1989, faleceu o imperador Hirohito, vítima de câncer
no duodeno, aos 87 anos, encerrando a Era Showa, que durou 64 anos. No
dia 12 de novembro do ano seguinte, foi realizada a cerimônia de
entronização do atual imperador Akihito, filho mais velho
de Hirohito, seguindo o estilo antigo. Compareceram à cerimônia
de entronização 2,5 mil representantes de 158 países,
na qual o novo
imperador expressou o desejo de seguir a Constituição. Na
Era Heisei, houve uma sucessão de fatos auspiciosos na família
imperial. Em junho de 1989, o segundo filho do imperador, o príncipe
Fumihito Ayanomiya, na época, de 24 anos, casou-se com Kiko Kawashima,
23, estudante de pós-graduação em psicologia social.
Em 1992, o imperador visitou, pela primeira vez, a China, restaurando
as relações de amizade e fraternidade abaladas pelo passado
e pela Segunda Guerra. No ano seguinte, o príncipe herdeiro, Naruhito,
casou-se com Masako Owada, formada pela Universidade de Harvard e futura
diplomata. Sua postura intelectual e maneira refinada de se vestir tornaram-se
moda. Em 2001, a princesa Masako deu à luz a princesa Aiko. Como
atualmente não há herdeiros masculinos na família
imperial, vem crescendo entre a população a idéia
de conceder às mulheres o direito de sucessão ao trono.
Terremoto
e terrorismo

Shoko Asahara: líder de seita que lançou gás
sarin |
O grande terremoto
de Hanshin, ocorrido em janeiro de 1995, resultou em 6.433 mortos, 43.792
feridos e mais de 300 mil desabrigados, na maior catástrofe desde
o terremoto de Kanto (1912). O número de casas destruídas
foi de 250 mil; o de atingidas por incêndio, de 7.483, e o total de
perdas chegou a ¥ 10 trilhões. Pelo fato de a catástrofe
ter atingido uma área metropolitana e por ter sido seguida de incêndio,
linhas vitais de abastecimento e comunicação, estradas, ferrovias,
eletricidade, água, gás e telefone foram cortados e tiveram
a reparação atrasada. País sujeito a terremotos, construções
de grande porte foram obrigadas a ter estrutura à prova de terremotos,
porém, não foi possível evitar os danos.
Nessa ocasião,
ganhou destaque o trabalho de voluntários vindos de todo o Japão
e de vários países do mundo. Desde então, iniciou-se
a atuação de organizações sem fins lucrativos
e organizações não-governamentais.
Em março
de 1995, ocorreu o episódio do gás sarin no metrô
de Tóquio, lançado por uma seita fanática, que resultou
em 12 mortes, entre passageiros e funcionários, e 5.510 feridos.
Foi um ato indiscriminado com uso de arma química que chocou o
mundo. Após dois dias, a polícia obteve a confissão
de um dirigente da seita Aum esclarecendo os aspectos do caso. Seu líder,
Shoko Asahara, e o dirigente Chizuo Matsumoto foram detidos, julgados
e condenados à execução.
O episódio
de 11 de setembro nos EUA resultou em 6 mil mortes, mas, antes dele, uma
sucessão de casos de atentados terroristas, conflitos e guerras
fez com que as Nações Unidas estabelecessem uma operação
para a manutenção da paz (Peace Keeping Operation). Passou-se
a realizar ações de auxílio emergencial por meio
de exércitos e organizações de diversos países.
Sociedade,
cultura e esportes
Desde a premiação de Kenzaburo Oe (prêmio de
literatura), em 1994, seguiram-se muitos ganhadores do Prêmio Nobel.
Em 2000, Hideki Shirakawa (Química); em 2001, Ryoji Noyori (Química);
em 2002, Masatoshi Koshiba (Física e Química) e Koichi Tanaka
(Química), totalizando 12 laureados. Nos esportes, foram realizadas
as Olimpíadas de Inverno de Nagano, em 1998, e a Copa do Mundo,
em 2002, em conjunto com a Coréia do Sul, que resultou num evento
de grande popularidade. Em junho de 1989, faleceu a cantora Misora Hibari,
aos 52 anos, de complicações de hepatite crônica e
fratura no fêmur. Ela foi a primeira mulher a receber o Prêmio
Nacional de Honra.
Em dezembro
de 1990, o repórter Toyohiro Akiyama, 48, da TBS (Tokyo Hoso),
embarcou na nave espacial soviética Soyuz TM-11. Foi o primeiro
jornalista do mundo a se lançar no espaço.
Em 1994, a
astronauta Chiaki Mukai foi a primeira mulher asiática a participar
de um vôo espacial.
Política
e economia
Até meados da década de 1980, o Japão era a
segunda potência econômica do mundo e fazia elogio de sua
riqueza material e de sua paz, mas, na Era Heisei o país assistiu
ao fim da economia da bolha e à falência de inúmeras
empresas, que foram compradas por empresas americanas ou européias.
Por essa razão, intensificou-se não só a internacionalização
das empresas como o intercâmbio de pessoas. O aumento de trabalhadores
dekassegi, que se dedicavam aos trabalhos chamados de 3K (kitsui, duro,
penoso; kitanai, sujo; kiken, perigoso) proporcionou à sociedade
japonesa contato com outras culturas, porém com aumentado do número
de crimes cometidos por estrangeiros desempregados, em decorrência
de condições de trabalho instáveis. A economia encontrava-se
estagnada, com o registro de índices negativos no crescimento a
partir de 2000.
O primeiro-ministro
Junichiro Koizumi, que assumiu em 2001, propôs uma reforma
estrutural acompanhada de dor, fazendo apelos à população
por compreensão e paciência.
Ao voltarmos
o olhar para a Ásia, encontramos países como China, Coréia
do Sul, Malásia, Cingapura e Vietnã ganhando expressão
econômica, atraindo investimento de todo o mundo. O Japão
possui tecnologia de informação e científica capazes
de superar a concorrência internacional, mas se encontra num momento
de necessidade de maior investimento em educação e tecnologia
e de dedicação ao desenvolvimento de alta tecnologia. Tendo
em mente um mundo cada vez mais globalizado, com a difusão da internet,
o Japão deve construir uma sociedade verdadeiramente abundante,
dinâmica e diversa, junto com os trabalhadores estrangeiros, valendo-se
dos diferentes talentos de cada pessoa. Essa deve ser a contribuição
do Japão ao mundo, o que poderá levar ao caminho da convivência
e da paz.
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