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(Fotos:
Museu Histórico da Imigração Japonesa)

Uma das primeiras apresentações de grupos de minyou,
por volta de 1942 equipe de Marília
Nascido
da tradição oral ou de autores anônimos,
o minyou canta as particularidades regionais, mas sua
abrangência é mais ampla. No Brasil, essas músicas
foram cultivadas pelos imigrantes japoneses e, a partir da década
de 50, nasceram as associações de aficionados.
No
Brasil, local onde imigrantes japoneses de diferentes províncias
passaram a conviver, as músicas folclóricas foram
transmitidas às gerações sem a preocupação
com a identificação regional. Para os nascidos
no Brasil, representavam simplesmente as melodias antigas
do Japão.
Tsuki
ga deta deta / Tsuki ga deta deta aa yoiyoi/ Niike tanko no
ue ni deta são as primeiras estrofes de uma das
músicas mais tocadas em festivais nipo-brasileiros de
bon odori. Fala da lua que sai brilhante, por cima da mina de
carvão, cuja dança estiliza os gestos desses trabalhadores.
Originária da província de Fukuoka, no Brasil,
o tanko bushi distanciou-se dessa regionalização,
transformado simplesmente em japonês.
Conceito
1º
Festival de Folclore Japonês, em 1956
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O
termo minyou tem sido aportuguesado como música
folclórica japonesa, mas há aqueles que
preferem preservar o nome original. Isso porque, além
de incluir as melodias da tradição oral ou de
autores anônimos cantadas pelo povo, também inclui
músicas clássicas, teatrais, populares urbanas,
de festivais, de rituais religiosos, entre outras.
O
minyou pode ser classificado em diferentes formas, a mais
simples divide-o em melodias de caráter religioso e de
trabalho e divertimento. O primeiro grupo, refere-se às
canções ligadas aos rituais xintoístas
relacionados aos festivais para pedir (ou agradecer), aos deuses,
pela prosperidade, boa colheita, boa saúde, etc.
Sobre
os trabalhadores, as músicas referem-se às atividades
em diferentes locais, como as plantações de arroz,
trabalhos na floresta, na montanha, na carvoaria, entre outros.
À medida que o país evolui da agricultura para
a zona urbana, aparecem outras atividades: carpinteiro, fabricante
de saquê, pescador, construtor de telhados, criador de
gado, construtor de barcos. Há também as comemorações,
como casamento, nascimento, ano-novo, finados, etc.
Portanto,
o mundo do minyou é bastante extenso e variado,
incluindo músicas somente instrumentais, ou usadas para
acompanhar as danças, os festivais ou os rituais.
Minyou
no Brasil
No Brasil, desde os primeiros anos, o minyou foi praticado
de maneira informal e, somente a partir de 1952, foi organizado
o primeiro grupo. Trata-se do Nihon Minyou Kenkyukai
(Associação de Estudos do Minyou) fundado
por nove pessoas: Midori Kobayashi, Takashi Sakurai, Tadami
Tiba, Sohou Ikari, Kei Kikushi, Shigueo Sasaki, Yoshimiti Iwamoto,
Tsutomu Fujiyama e ele, Matsuzo Matsuzaka, autor do texto sobre
a trajetória do minyou no Brasil. Na realidade,
funcionava informalmente, sem sede (os ensaios eram feitos nas
casas dos associados) e, formalmente, só havia o cargo
de tesoureiro.
Matsuzaka
lembra que promoveram o primeiro concurso em 1953, no Teatro
Colombo, na Praça Roosevelt, em São Paulo, com
a colaboração da Associação de Rokyoku.
O ineditismo e a falta de opções de divertimentos
dos nipo-brasileiros ajudaram no sucesso do evento.
Outro
evento memorável, conta, aconteceu em 1956, quando Yoshikazu
Tanaka, do Cine Niterói, promoveu uma semana de shows,
filmes, danças, músicas, etc., para comemorar
o 3º aniversário da empresa. Todos os integrantes
da entidade se apresentaram e foi um evento muito divertido,
conforme descreve.
No
entanto, a partir desse ano, por causa de algumas diferenças
de opinião, o grupo dividiu-se e nasceu o Nippon
Minyou Hozonkai (Associação de Preservação
do Minyou). É um assunto que fica para a próxima
edição de História da Imigração.
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