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(Fotos:
Museu Histórico da Imigração Japonesa)

O viveiro de Onoe em 1980 e à direita o Sr. Hisakazu
Onoe
Não
se sabe ao certo quem foi o pioneiro na criação
dos peixes nishikigoi (carpas com cores ou estampas criadas
para fins ornamentais). Uns afirmam que foi Yosasuke Okaue em
1929. Outros apontam Ryuichi Matsumoto, da Colônia Mizuho
(São Bernardo do Campo), que, em 1956, trouxe 12 exemplares
de nishikigoi da província de Niigata.
No
entanto, cabe a Saburo Furukubo o pioneirismo da viabilidade
econômica para a criação desse tipo de peixe,
empreendimento iniciado em 1961, no bairro do Tanque, em Atibaia.
Além da aquisição de variedades junto ao
viveiro de Matsumoto, ele também comprou carpas matrizes
entre 1971/72 no Japão.
Furukubo,
primeiro sócio da Zen Nippon Airinkai (Associação
Japonesa de Criadores de Nishikigoi) radicado no Brasil, realizou
a 1ª Exposição e Feira de Nishikigoi em julho
de 1975, em sua propriedade (Carpalândia) com grande repercussão,
graças ao apoio de políticos influentes
e da mídia, trazendo muitos visitantes acompanhados
de seus familiares, conforme descreve o livro Nishikigoi no
Brasil, editado pela Associação Brasileira de
Nishikigoi.
Em
1977, Yosaburo Tsuchiya, então presidente da Sanyo Shoken,
em visita ao Brasil, trouxe material da entidade japonesa e
propôs a fundação de uma filial no Brasil.
Furukubo explicou-lhe os empecilhos, principalmente relacionados
à produção, ou seja, escassez de boas matrizes,
falta de valorização/reconhecimento do nishikigoi
e ausência de tecnologia.
O
fato é que a entidade japonesa, a Zen Nippon Airinkai,
a partir dos anos seguintes tornou-se uma forte aliada para
o desempenho dessa atividade, estabelecendo um autêntico
intercâmbio entre as duas nações. Assim,
em abril de 1978, quando Saburo Furukubo e outros criadores,
Hisakazu Onoe e Teruo Wakabayashi, desembarcaram no Japão
para comprar matrizes, dispostos a constituir uma associação,
contaram com todo o apoio da entidade, incluindo de seus associados.
Por
exemplo, Onoe conta que várias vezes, ao comprar matrizes
de Kanichiro Sakuma, recebeu doações de outra
quantidade para ser leiloada no Brasil e, assim, obter recursos
para a Associação Brasileira de Nishikigoi (fundada
em setembro de 1978).
Totalmente
fascinado pelos nishikigoi, Onoe foi fundamental para a difusão
desses peixes no Brasil. Anualmente, esvaziava a lagoa de criação
para a captura de todo cardume. Nesse dia, selecionava aqueles
que pretendia criar e o restante doava aos sócios admiradores.
Assim, todos teriam acesso a carpas de bom nível, contribuindo
para o aumento da produção. Não é
à toa que ele recebeu o apelido de samurai do nishikigoi.
Primeiro
evento
Sr.
Guaçu Piteri, presidente Sr. Wakabayashi e vice-presidente
Sr. Onoe
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Em
1980, a Associação Brasileira de Nishikigoi escolheu
o Pavilhão Japonês para realizar a 1ª Exposição
de Nishikigoi. Liderado por Teruo Wakabayashi (presidente da
Associação), o Pavilhão teve seu tanque
reformado para receber a doação de 85 exemplares
da Prefeitura de Osaka (cidade-irmã da cidade de São
Paulo), em comemoração do 25º aniversário
da construção. A longa fila para visitar a exposição
surpreendeu os organizadores.
A
3ª Exposição foi realizada no Parque da Água
Fria, com apoio da Secretaria Estadual da Agricultura e da Paulistur
(órgão municipal para incentivo ao turismo). Para
estimular a adesão de crianças e iniciantes, vendiam-se,
a preços módicos, alevinos e ração.
Durante
esses anos, a Associação Brasileira de Nishikigoi
desenvolveu esforços de difusão em várias
frentes. Acompanhando a trajetória da entidade, verifica-se
a ação política da doação
de peixes aos órgãos governamentais, sempre com
a presença de prefeitos, governadores e presidentes.
Também tem sido destaque a atuação junto
aos diferentes setores da comunidade nikkei.
Nas
exposições, os julgamentos dos nishikigoi sempre
contaram com a presença de juízes oficiais indicados
pela Zen Nippon Airinkai, também responsáveis
pelos aconselhamentos aos criadores locais. Em 1993, em reconhecimento
ao nível técnico dos brasileiros, foi abolida
a distinção, no julgamento, entre espécies
importadas e criadas no Brasil.
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