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(Foto:
Reproduçãol)

Emigrantes
do Japão inteiro encontravam-se em Kobe com suas famílias
carregando grandes bagagens
Onde
fica Jyogaguchi-suji? São poucos os que conseguem
responder a essa questão, até mesmo os nascidos
em Kobe. Entretanto, ao serem indagados sobre onde ficava Kakijyu,
um famoso restaurante especializado em ostras, grande parte das
pessoas poderia responder, se fosse antes daquele grande terremoto.
Lembranças
Indo
da estação Motomachi ao norte de Koikawa-suji, passando
pela linha principal Yamate, o caminho conduzia àquela
ladeira que de repente ficava estreita. Atualmente, nem a região
jyogaguchi se encontra no mapa e só restou
um posto policial e um jardim de infância com esse nome.
No final dessa ladeira, foi fundada, em março de 1928,
o primeiro Centro Nacional de Emigração em Kobe.
O informativo local Kobe Yuushin Nippou noticiou desde
o movimento popular e seus esforços para que fosse criada
a instituição, até sua fundação
e o dia do embarque da primeira leva de emigrantes.
Na
reportagem de capa, em destaque o título No próximo
dia 10, 600 serão os primeiros hóspedes a ocuparem
a hospedaria recém-inaugurada, O recém
concluído Prédio Nacional da Emigração
em Jyogaguchi, Kobe começa a funcionar.
Concorrência
Com
a inauguração do Prédio da Emigração,
após a Era Meiji, as hospedarias para emigrantes da avenida
da praia próxima ao Porto Meriken Hatoba e da cidade de
Sakae entre outras passaram a sofrer influências na administração,
agravando a concorrência entre as hospedarias de emigrantes.
No informativo da Associação Nippo-brasileira Brasil
(edição de outubro de 1927, ano 2, Era Showa), havia
a propaganda de 13 hospedarias só na cidade para emigrantes:
cinco na cidade de Sakae: Maeda-ryokan (hotel em estilo japonês),
Jiyuu-kan, filial da Imaizumi-ryokan, Kobe-kan e a sede da Takaya-ryokan;
três na avenida próxima à praia: Azuma-ya,
sede da Imaizumi-ryokan e filial da Kobe-kan;
dois em Motomachi: Daikoku-ya e Iwakuniya-ryokan;
uma na avenida Kitanagasa: Ebisu-ya;
uma em Nakamachi: Sakaiya-ryokan;
uma em Ujigawa-Kusunokibashi-higashizume: filial da Takaya-ryokan.
Os
emigrantes iam a Kobe com alguns dias de antecedência e
ficavam hospedados nesses locais, aguardando a data marcada para
comparecer ao prédio da emigração. Emigrantes
do Japão inteiro que se reuniam em Kobe iam com suas famílias
carregando grandes bagagens em viagens de longa duração,
pois pegavam o trem a vapor e depois tinham que embarcar no navio
a vapor (rota doméstica) para chegar até o porto.
Por ser uma longa viagem, era comum eles se programarem para partir
com dias de antecedência e não chegarem atrasados
na data estipulada para se apresentarem ao prédio da emigração.
No
prédio da emigração, era comum ver funcionários
da empresa ou agentes de viagem carregando o soroban (ábaco)
para calcular o empréstimo feito para cobrir o valor da
hospedagem, dos gastos da viagem e outras despesas.
NOTA
DA REDAÇÃO
Texto baseado no livro Ijusaka - Kobe kaigai ijushi Annai,
de Toshio Kusumoto. Editado em fevereiro de 2004, Self Support.
A Colina de Emigrantes (Ijusaka)
Guia da História da Emigração Japonesa
ao Exterior
Toshio Kusumoto |
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