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(
Rogério Dezem* /Foto: Museu Histórico da Imigração
Japonesa no Brasil)
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Amino,
presidente da Federação da Associação
das Províncias (canto esquerdo); Maeno, assistente
oficial da cidade de Kobe (segundo a direita), recebendo
das mãos de Onishi, presidente da Associação
Hyogo Kenjin do Brasil (canto direito) a petição
(São Paulo, outubro de 1998)
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O Centro
Nacional de Emigrantes de Kobe começou a funcionar em março
de 1928, ao pé do Monte Suwayama, ou seja, 20 anos após
a partida do Kasato Maru ao Brasil. Com a operação
desse estabelecimento, Kobe tornou- se, para sempre, parte da
história da emigração japonesa.
Conforme
tese de Kimio Kuroda (Ima wa mukashi Ijuukichi Kobe
ou Hojé é o passado Kobe, a base da
emigração, em português), o Centro Nacional
foi fundado em Kobe, ao invés de Yokohama, devido ao entusiasmo
do povo e a ações de apoio ao governo local. Em
julho de 1926, a Associação Nippaku entregou o projeto
do centro ao vereador Juuzou nami (fundador da Indústria
Química Bando Ltda.). Foi ele quem conseguiu apoio junto
a personalidades influentes do mundo acadêmico, como Hachisaburou
Hirao, Seibee Kawanishi, Tadao Okazaki e Shinmatsu Kosone.
Enami,
juntamente com seus apoiadores, entregou a carta de recomendação
de fundação do Centro de Emigrantes de Kobe aos
cuidados dos ministros do Interior, Relações Exteriores
e das Finanças. A área foi oferecida gratuitamente
pela cidade de Kobe e metade das despesas da construção
foi arcada pelo governo da província de Hyogo.
O Centro
de Emigração de Kobe seria a primeira instituição
de promoção de saída de nipônicos controlada
pelo Estado e exerceria um importante papel pelo desenvolvimento
da cidade e do porto local. Em 1956, foi fundado o mediador de
migração de Yokohama, criado pelo Ministério
das Relações Exteriores.
A construção
do empreendimento em Yokohama foi necessária porque o estabelecimento
de Kobe passou a ficar pequeno com o aumento do número
de emigrantes. Mas o movimento para se conservar o prédio
do Centro de Emigrantes de Kobe como Centro Nacional de Migração
Nikkei ao Exterior iniciou-se após janeiro de 1995, quando
aconteceu o Grande Terremoto de Kobe.
Cenas
deprimentes do Grande Terremoto de Kobe, que fez milhares de vítimas,
também foram destaques na imprensa brasileira. Uma pessoa
preocupada com seu filho nikkei desaparecido durante o terremoto
pediu a um morador de Tóquio para buscar informações
no local. Quatro dias após o terremoto, foi de trem-bala
até Shin Osaka, fez baldeação em um trem
da Hankyu até a estação de Nishinomiya e,
de lá, foi andando até Kobe procurando pelo brasileiro
desaparecido nos escombros.
Lá,
descobriu que o Centro de Emigrantes estava intacto. Deu a notícia
ao Brasil e começou, assim, o movimento de preservação
da construção. Cinco anos e nove meses após
o grande terremoto, Yasuo Maeno, assistente oficial de Kobe, visitou
o Brasil na ocasião dos 30 anos de aniversário das
cidades-irmãs Rio de Janeiro e Kobe e também para
agradecer as doações na ocasião da calamidade.
Maeno
ficou impressionado com o sentimento dos brasileiros nikkeis com
relação a Kobe. Na cidade do Rio de Janeiro, a Associação
Nikkei entregou em mãos a petição da conservação
do prédio endereçada ao prefeito da época,
Yukitoshi Sasayama. Em seguida, ao visitar São Paulo, a
Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), a Beneficiência
Nipo-Brasileira de São Paulo (Enkyo), a Federação
das Associações de Províncias do Japão
no Brasil (Kenren) e a Associação Hyogo Kenjin entregaram
a Maeno outra petição similar.
Em
resposta aos nikkeis do exterior, a cidade de Kobe contribuiu
trabalhando para a concretização do Centro Nacional
de Nikkeis, oferecendo a área para o monumento histórico
e a reforma da colina dos emigrantes. Os cidadãos uniram
suas forças e o monumento histórico ficou pronto
depois de um ano e meio. E, desde então, está aberto
o Meriken Park de Kobe.
NOTA
DA REDAÇÃO
*Texto baseado no livro Ijusaka - Kobe kaigai ijushi Annai,
de Toshio Kusumoto. Editado em fevereiro de 2004, Self Support.
A COLINA DE EMIGRANTES (Ijusaka) Guia da História
da Emigração Japonesa ao Exterior Toshio Kusumoto
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