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(
Foto: Museu Histórico da Imigração Japonesa
no Brasil)
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Vacina
preventiva era parte da rotina dentro do Centro de Emigrantes
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Cerca
de 2,5 milhões de nikkeis estão espalhados pelo
mundo. Desse total, estima-se que algo em torno de 1,3 milhão
estejam no Brasil e outros 1 milhão nos Estados Unidos.
Em seguida, encontram-se 80 mil no Peru, 60 mil no Canadá
e 30 mil na Argentina.
O Porto
de Kobe, que, durante décadas, representou o Japão
no comércio internacional, teve papel fundamental para
a emigração japonesa. O Centro de Emigrantes da
cidade teve início em 1928, tendo suas atividades sob jurisdição
do ministro dos Assuntos Internos.
O Centro
de Emigrantes é o local onde se conseguia informações
sobre língua, religião, geografia, hábitos,
costumes e situação da agricultura dos países
que recebiam os japoneses. Em tese, era ali que o emigrante recebia
o conhecimento necessário para sair do país.
A entrada
na instituição era feita com até dez dias
de antecedência da viagem e a taxa de hospedaria isenta.
O governo arcava com todos esses custos, já que era o maior
interessado na promoção do processo emigratório.
No
Centro de Emigrantes, a primeira prova feita com os candidatos
de todos os cantos do Japão era o exame médico.
No primeiro ano, 13.198 pessoas foram examinadas e 86 delas reprovadas.
Desse grupo de reprovados, 80 eram portadoras de tracoma grave.
Como seria a vida das pessoas reprovadas, já que todas
se desfaziam de todos os seus bens, despediam-se de sua família
e amigos para enfrentar uma viagem até Kobe?
O dia-a-dia
dentro do Centro de Emigrantes era de vacinações
e palestras. No caso daqueles que vieram ao Brasil, a programação
diária incluía aulas sobre a situação
brasileira, língua portuguesa e palestras de higiene. Também
eram vacinados contra varíola, sífilis e cólera,
além de terem suas bagagens vistoriadas e seus passaportes
analisados.
O lazer
dos internos no centro resumia-se a mostras de fotografias das
atividades e outros entretenimentos. Em maio de 2000, familiares
do proprietário de uma loja de fotografias localizada perto
do Centro de Emigrantes, chamado Masaaki Iinuma, doou à
cidade de Kobe aproximadamente 200 fotografias tiradas dos emigrantes
dentro do Centro.
Em
abril de 2001, os jornais São Paulo Shimbun e Nikkey Shimbun,
editados na capital paulista, divulgaram a exposição
de fotografias Memórias do século XX O momento
do embarque dos emigrantes no pós-guerra. A exposição
foi realizada em São Paulo, Belém e Londrina e causou
grande impacto dentro da comunidade nikkei, a ponto de receber
um prêmio da Associação Jornalística
Nikkei do Exterior naquele mesmo ano.
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NOTA
DA REDAÇÃO
Texto baseado no livro Ijusaka Kobe kaigai ijushi
Annai, de Toshio Kusumoto. Editado em fevereiro de 2004,
Self Support.
A COLINA DE EMIGRANTES (Ijusaka) Guia da História
da Emigração Japonesa ao Exterior Toshio Kusumoto
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