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Foto: Reprodução)
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Próximo
à Hospedaria de Emigrantes, havia várias lojas
especializadas
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O Centro
de Emigrantes foi fundado em março de 1928. Com a inauguração
do centro, houve um motivo a mais para reunir emigrantes de diversas
partes do Japão em Kobe. O Centro de Emigrantes transformou-
se num local onde os passageiros se apresentavam e, como os navios
de emigrantes aportavam em Kobe, ele se tornou também um
local que oferecia segurança aos passageiros. Foi um estabelecimento
que contribuiu para o crescimento da cidade e do porto. No primeiro
ano, o número total de usuários foi de 12,5 mil
pessoas (5,3 pessoas por família) sendo elas nascidas em
47 diferentes províncias, além de pessoas que haviam
emigrado à Coréia do Norte. Por províncias,
vieram 2.368 de Kumamoto (18,8%), 1.197 de Hiroshima (9,5%), 1.180
de Fukuoka (9,4%), seguidos de Hokkaido, Yamaguchi e Okinawa.
Pouco mais de 40% eram vindos de Kyushu e Okinawa e 20% eram ocupadas
pelos da região central.
Os
habitantes da cidade receberam bem as pessoas vindas de diversas
localidades do Japão, apelidando-os carinhosamente de senhor(a)
emigrante. Para eles, os imigrantes eram como pessoas muito
próximas.
O senhor
Kunikichi Sato (presidente da antiga associação
de relações públicas marítimas), nascido
e criado nas proximidades do Centro de Emigrantes, viveu até
os seus últimos dias de vida em 2002. Com a construção
do Centro de Emigrantes, o cemitério que havia nas proximidades
foi transferido de local e, conforme as lembranças do senhor
Sato, na sua adolescência, ele ia freqüentemente treinar
tênis no terreno vazio. Na área residencial
de Koikawasuji, haviam várias lojas de presentes para os
emigrantes. Lembro-me que observava, descia reto até a
praia e me despedia jogando fitilhos para os navios de emigrantes.
Os isseis que emigraram naquela época com certeza passaram
por diversos sacrifícios assim está
registrado em suas recordações Ultrapassando Ondas
Enormes. Sato foi quem se esforçou, promovendo a fundação
do comitê executivo do monumento histórico do Porto
de Kobe e, após a inauguração da comissão,
foi nomeado conselheiro. Foi o primeiro a deixar doação
para fundos pela construção do monumento histórico,
contribuindo de maneira ampla para sua construção.
Juntamente
com Sato, Tomekichi Goto, nascido na cidade de Himeji, província
de Hyogo, e residente no Brasil, fez a doação número
1. Trabalhava e estudava na Takadori Koujou, do extinto ministério
das ferrovias de Kobe, e, em 1929, aos 20 anos, emigrou ao Brasil,
seu esforço extremo prosperou, alcançando o auge
como homem de negócios. Atualmente, mora em Campinas, levando
uma vida pacata.
O fotógrafo
residente em Chuusui-ku, Tokutaro Hiraoka, tem em sua mente, até
hoje, imagens claras de antes da guerra. Filas de emigrantes caminhando
e carregando enormes bagagens desde o Centro de Emigrantes, passando
por Jyogaguchi-suji, e descendo pelo Anamon-suji em silêncio,
rumo ao navio de emigrantes e, na mesma colina, a imagem de estudantes
mulheres vestidas de hakama subindo alegremente rumo à
Escola Kobe Jougakuin. Na época, a Escola Kobe Jougakuin
estava localizada no lugar onde está o atual Colégio
de Kobe. Hiraoka, após a guerra, enquanto trabalhava no
porto de Kobe, tirava fotografias de navios de emigrantes e do
porto. As fotografias de sua autoria tiradas do porto nos momentos
da partida dos navios de emigrantes estão arquivadas como
parte de importantes materiais da história da emigração.
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NOTA
DA REDAÇÃO
Texto baseado no livro Ijusaka Kobe kaigai ijushi
Annai, de Toshio Kusumoto. Editado em fevereiro de 2004,
Self Support.
A COLINA DE EMIGRANTES (Ijusaka) Guia da História
da Emigração Japonesa ao Exterior Toshio Kusumoto
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