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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

Respeitar a vida
Um dos fundamentos da Magia Wicca é o respeito pela vida, humana, animal ou vegetal
 

“A vida é uma luz ao vento”
(Provérbio japonês)

Ao fazer uma caminhada pelos arredores, encontrei uma senhora, apoiada no muro de uma residência, que chorava copiosamente. Aproximei-me para saber se ela estava passando mal.

– Não, meu senhor, estou bem de saúde. O que me entristece é saber que têm pessoas sem coração neste mundo. Aqui morava uma família de classe média alta. Eles se mudaram para uma casa melhor, mas não levaram o pobre do cachorro, por ele já estar velho.
Olhei para o outro lado do muro e vi um cachorro, deitado, magro, com uns olhos muitos tristes, já em fase terminal.
- Faz um mês que eles se mudaram. Eu vim, todos os dias, trazer-lhe água e um pouco de comida, mas agora ele está morrendo. Talvez vivesse mais se não o tivessem abandonado.

Lembrei que um dos fundamentos da Magia Wicca é o respeito pela vida, humana, animal ou vegetal. O que adianta morar numa casa luxuosa se não se consegue preservar a vida de um pobre animal? Seguramente esse cão, ao longo de sua vida, tomou conta daquela casa e de seus habitantes.
Vendo o animal naquele estado, não pude deixar de prestar solidariedade com a senhora chorosa.
Certamente essa família desconhece os ensinamentos básicos da Igreja, dos evangélicos, dos budistas, dos xintoístas, enfim, de quase todas as religiões. Deveria ter lido sobre Wicca.
As reuniões dos wiccanos acontecem naturalmente. Vai quem quer. Eles não têm sede, não induzem ninguém, não cobram nada, tampouco impõem a crença. Reúnem-se, geralmente, na mata, ao lado de uma fogueira, ao ar livre, para pedir proteção à natureza. Esta natureza que o homem destrói a cada dia, desmatando, poluindo os rios e os mares e intoxicando o ar. Se não tomarmos consciência, as profecias de Nostradamus se concretizarão.


*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

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