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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

Um conven forma-se naturalmente
Feiticeiras e magos modernos só querem fazer o bem;
o preconceito contra essas figuras é coisa do passado
 

Os wiccanos são completamente livres, mas para se aperfeiçoar nesta arte mágica, o ideal seria formar um coven, ou seja, um grupo de 13 pessoas. Este grupo se forma naturalmente, como é a Wicca na sua essência. Não se forma um coven com coleguinhas da escola, ou do trabalho. Cada componente, aos poucos se torna um todo; o amigo, o conselheiro, o juiz, o crítico, o confidente; muito mais que a própria família, para que todos cresçam no aperfeiçoamento da magia wicca.

É difícil formar um coven. A convivência é penosa, afinal são 13 pessoas, cada qual com as suas vivências. Muitos desistem no meio caminho. E talvez até você pense em desistir e seguir a sua trilha sozinho. Mas isso também faz parte do aprendizado. O que você precisa ter em mente é que nunca desistirá.

Todavia, antes de formar um coven, há o caminho do círculo. No círculo, os componentes podem ser mais de 13, os laços bem menos fortes do que um coven. Mesmo assim, a convivência não é fácil. Há desistências. Mas, aos poucos, celebrando em conjundo, e vivendo a energia da Deusa Tríplice e do Seu Consorte em comunhão, o círculo começará a sentir estreitar os laços.

Ser wiccano é fazer tudo o que lhe deixa bem e feliz. A pessoa entra em harmonia com a natureza e faz de tudo para ajudar o próximo.

Os wiccanos estão sempre em harmonia com o universo, aprendendo a utilizar os poderes curativos das ervas, pedras, lua, sol e dos quatro elementos da natureza (fogo, água, ar e terra), pois é por meio deles que acontece a sintonização com os deuses.

Um círculo, com o tempo, pode se transformar num coven. Não tenha pressa em fazer parte de um coven. Aprenda a aguçar o seu instinto de sobrevivência, desconfiando de falsos iniciadores. Não se deixe levar pela pressa e pelo desejo de “virar bruxa ou bruxo”.

Todas as vezes que se ouve falar em bruxas, a primeira imagem que vem à mente é daquelas mulheres feias, malvadas, que moram em lugares sombrios, preparam poções mágicas em um enorme caldeirão, fazem feitiços e voam pelo céu com vassouras encantadas.

O “pré-conceito” de que as bruxas são seres malvados teve início na Idade Média na Europa. Por serem conhecedoras de diversas superstições e utilizarem ervas medicinais para preparar curativos, elas eram perseguidas e levadas à fogueira. Mas essa idéia é coisa do passado. As feiticeiras ou magos modernos são bons e só querem fazer o bem.


*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

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