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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

Zen e Wicca: pontos em comum
O Japão tornou-se mestre em aperfeiçoar os produtos de outros países e sua cultura virou referência
 

Na segunda metade do século XX, um país formado por um conjunto de ilhas foi derrotado na Segunda Grande Guerra. Esse país, como o pássaro de fogo Fênix, renasceu das cinzas e tornou-se uma potência econômica. Quase tudo desse país foi importado da China. Mas o Japão tornou-se um mestre em aperfeiçoar os produtos oriundos de outros países.

A cultura japonesa tornou-se referência no Ocidente. Hoje em dia, os mangás e os animés sobrepujam outras criações do gênero.
Na culinária, o sushi e o sashimi são pratos muito apreciados no mundo todo. O peixe cru tornou-se uma iguaria. Até em churrascaria podemos encontrá-los.
O Zen, embora muita gente desconheça o verdadeiro sentido, tornou-se popular no Ocidente.
Na verdade, o Zen veio da raiz Chan, de origem chinesa. O Chan nasceu do budismo e do confucionismo. Ao ser levado para o Japão, foi acrescentado o xintoísmo.
Com o xintoísmo foi denominado Zen e adotado pela classe guerreira, os samurais. Do Zen, originou-se o Bushidô, o Caminho do Guerreiro.

O budismo contribuiu com o não temor pela morte, por causa da sua crença em reencarnação – a idéia de renascer tornou o samurai imortal. O budismo ensinou também a meditar para conhecer a si mesmo. O samurai utilizava a meditação para livrar-se do medo, da insegurança e dos erros.

O xintoísmo trouxe ao Zen a lealdade e o patriotismo, incluindo a veneração pelos antepassados.
O confucionismo proporcionou suas crenças nas relações com o mundo humano, seu relacionamento e sua família.
O verdadeiro sentido do Zen, no entanto, nos tempos atuais, é a vida, saber viver. O homem não precisa mais do que pode consumir. Viver plenamente o momento presente, porque o futuro ainda não existe e lamentar o passado é sofrer outra vez. O homem precisa viver em harmonia com a natureza.
Neste ponto, Zen e Wicca chegam ao denominador comum.


*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

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