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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

Um lar todo seu
Para muitos homens, o lar é um oásis em sua vida deserta
 

(Foto: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil)

Dizia Platão: “A música dá uma alma ao universo, vôo à imaginação, alívio à tristeza, alegria e vida a tudo. Restabelece a ordem e conduz a tudo o que é bom, justo e belo”.

A felicidade deve começar no lar. A reunião da família deve começar, ao jantar, deve ser animada por uma conversa alegre, por uma discussão feliz. Consuma a alegria com os alimentos. O resultado é esplêndido. É o melhor elemento da saúde e vale mais do que tragar uma colher de dispepsia em cada pedaço de alimento. A hora das refeições deveria ser para toda a família uma hora de alegria, de risos francos e de conversa encantadora.

As crianças deveriam habituar-se a estar à mesa bem dispostas, não falando senão de coisas agradáveis, alentadoras.

Ninguém pode calcular bem o que a sociedade deve ao homem que sonha ter um lar todo seu!

Que estimulante é esse sonho para ele durante toda a sua vida! É esse estimulante que retém o mancebo no trabalho, que o ampara nas horas de arrelia e desalento. É esse sonho que o faz sair da mediocridade em que vegetam tantos jovens. Nada influi mais no homem do que a visão do seu próprio lar. O pensamento da sua mulher e dos seus filhos, que lhe são mais caros do que a vida, tem obstado a que muitos homens se afastem do caminho do bem. Para muitos deles, o lar é um oásis na sua vida deserta.

Que não faria um homem para salvar o seu lar?

Por causa deles, os homens atravessam mares e exploram continentes. Sofrem o calor dos trópicos e o frio das regiões árticas, exploram minas nos desertos e separam-se de toda a civilização durante anos, por causa do lar.


*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

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