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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

O ensinamento da fábula
Algumas dessas histórias são o retrato fiel da vida de pessoas que não alcançam a felicidade
 

(Texto: Minami Keizi | Foto: Divulgação)

Conta uma lenda oriental que um gênio poderoso prometeu a uma donzela um presente de raro valor, se ela atravessasse um milharal e, sem parar, nem retroceder, nem se desviar para qualquer dos lados, colhesse a espiga maior e mais madura; o prêmio seria proporcional ao tamanho e à beleza da espiga.

A donzela atravessou o campo encontrando, a cada passo, espigas dignas de serem colhidas, mas continuava a procurar, esperando sempre encontrar uma espiga maior e mais bela. Chegou, enfim, àquela parte do trigal em que as espigas eram menores e preferiu não colher nenhuma.

Essa fabulazinha é a pintura fiel da vida de muitos que vão desprezando as coisas boas que encontram ao seu alcance pelo caminho, sempre na esperança vã de encontrar uma felicidade maior.

Quando é noite escura e o sítio perigoso, vale mais uma lanterna na mão do que uma dúzia de estrelas.

Só é feliz, pois, aquele que aprendeu a extrair a felicidade, não de condições ideais, mas das condições de vida vulgar.

O homem que possui esse segredo não esperará mudanças maravilhosas, nem reservará o gozo da felicidade para quando for rico e puder viajar pelo estrangeiro e rodear-se de obras-primas, mas tirará o melhor partido possível da sua situação presente.

Vovô, por ter formação universitária, além de ser bonzo budista, todas as semanas, com toda a família reunida, celebrava uma missa e, logo após, pregava o seu sermão. Lembro-me da referida fábula citada num de seus sermões. Na época, eu achava chato ficar sentado durante horas, mas foram muito úteis os seus ensinamentos no transcorrer da minha vida.


*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

 Arquivo:
Felicidade
O que apreciar na velhice
Quando o ensino público era valorizado
Para viver um casamento feliz
Que saudade do carinho de mãe!
Indiferença
Felicidade
A transformação do adolescente em homem
O templo da saudade
Bons tempos de antigamente
Lar feliz
A jovialidade
Temor
Otimismo
Os livros
Amizade
Felicidade
Obrigado, niitiyam
Criança não é bonsai
O melhor dia é hoje
Solidariedade
O olho gordo
Esperança
O egoísmo
Cultivar o otimismo
Manter a tradição
O fracasso é o início do sucesso
Desabafo
Recordações da história de uma família
Natureza buda: calma, compreensão e sorriso no rosto
Sucesso e fortuna
Querer é poder
Os bons tempos
Viver sem envelhecer
Um lugar para voltar
Despedida
A harmonia do espírito
O que merece o verdadeiro valor
Cem anos de imigração
Resultado das lutas da vida
Os inimigos da felicidade
Um mundo melhor
Sonhos muito comuns
Alquimia mental
Inveja
A vida se resume em 50 anos
O ensinamento da fábula
Não encaremos a vida com demasiada seriedade
Um lar todo seu
Por uma nova potência, sem tantas diferenças sociais
O romantismo está morrendo
A pedra filosofal
Os cinco pregos de proteção
Vestígio do alquimismo em nosso tempo
Proteja a sua casa com os
“guardas de pedra”
Devaneios de um mago wiccano
Zen e Wicca: pontos em comum
Um conven forma-se naturalmente
Aprender a viver feliz
Terapêutica Espiritual
Ritual WICCA de prosperidade
Respeitar a vida
As cores da respiração
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