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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Muitas
desgraças seriam evitadas no lar, se todas as pessoas
da família concordassem em nunca elevar a voz; se os
maridos, propensos a ver desleixo nas mulheres, soubessem encontrar
a voz carinhosa que tinham como namorados; se adotassem, depois
de casados, o mesmo tom afável e maneiras carinhosas
que tinham quando noivos.
O
tom sarcástico, cortante, rabugento, discordante da voz
é, em grande parte, a causa da infelicidade do lar e
também dos atritos, desgostos, revezes e até desastres
no mundo dos negócios e da vida social.
As
naturezas fracas, que se aborrecem e impacientam por motivos
fúteis, revelam-se incapazes de dominar a situação
e manter a harmonia.
Suas
maneiras irritadas denunciam falta de harmonia interior. Portanto,
essas naturezas não podem estar em acordo com quem as
rodeia. São vítimas do seu humor. Sofrem por causa
dele e fazem os outros sofrerem.
As
pessoas que se desconcertam com facilidade, enfurecendo-se à
menor provocação, não refletem que, procedendo
assim, influenciam a delicada estrutura do cérebro, perturbando
as células nervosas em seu funcionamento, que se agitam
por uma vibração excessiva, seguindo-se uma inevitável
depressão.
Essas
pessoas, dentro de pouco tempo, serão absolutamente incapazes
de se dominar, e mesmo involuntariamente, às vezes, sem
o menor motivo, explodirão em violentos acessos de cólera.
Não
há espetáculo mais humilhante do que a exibição
dos sentimentos vis, desprezíveis e brutais de um homem
encolerizado. Em tal momento, a razão está agrilhoada:
a sabedoria esconde a cabeça, com vergonha; o bom-senso
e o juízo descem do trono, no qual se instala o animal,
a besta humana; e a anarquia reina no reino da mente.
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