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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

Natureza buda: calma, compreensão e sorriso no rosto
Suas maneiras irritadas denunciam falta de harmonia interior
 

(Texto: Minami Keizi | Foto: Divulgação)

Muitas desgraças seriam evitadas no lar, se todas as pessoas da família concordassem em nunca elevar a voz; se os maridos, propensos a ver desleixo nas mulheres, soubessem encontrar a voz carinhosa que tinham como namorados; se adotassem, depois de casados, o mesmo tom afável e maneiras carinhosas que tinham quando noivos.

O tom sarcástico, cortante, rabugento, discordante da voz é, em grande parte, a causa da infelicidade do lar e também dos atritos, desgostos, revezes e até desastres no mundo dos negócios e da vida social.

As naturezas fracas, que se aborrecem e impacientam por motivos fúteis, revelam-se incapazes de dominar a situação e manter a harmonia.

Suas maneiras irritadas denunciam falta de harmonia interior. Portanto, essas naturezas não podem estar em acordo com quem as rodeia. São vítimas do seu humor. Sofrem por causa dele e fazem os outros sofrerem.

As pessoas que se desconcertam com facilidade, enfurecendo-se à menor provocação, não refletem que, procedendo assim, influenciam a delicada estrutura do cérebro, perturbando as células nervosas em seu funcionamento, que se agitam por uma vibração excessiva, seguindo-se uma inevitável depressão.

Essas pessoas, dentro de pouco tempo, serão absolutamente incapazes de se dominar, e mesmo involuntariamente, às vezes, sem o menor motivo, explodirão em violentos acessos de cólera.

Não há espetáculo mais humilhante do que a exibição dos sentimentos vis, desprezíveis e brutais de um homem encolerizado. Em tal momento, a razão está agrilhoada: a sabedoria esconde a cabeça, com vergonha; o bom-senso e o juízo descem do trono, no qual se instala o animal, a besta humana; e a anarquia reina no reino da mente.


*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

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