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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Oh!
Que satisfação se goza em cultivar, desde a infância,
os belos dotes da alma, do coração, da vista,
do ouvido: desenvolver os melhores sentimentos e a preciosa
faculdade da observação!
Os
que assim forem educados poderão encher de poesia a sua
vida mais prosaica, fazer entrar sol no lar mais sombrio e derramar
a graça e a beleza no ambiente mais enevoado.
São
em número ilimitado os meios, as condições
e as possibilidades de enriquecer e aperfeiçoar a vida,
pelo desenvolvimento natural das qualidades afetivas da personalidade,
pela livre expansão da alegria infantil.
Se
ensinassem a filosofia da alegria a todas as crianças,
haveria relativamente muito menos desgraças, doenças
e crimes.
Tomamos
principalmente a peito desenvolver a inteligência para
a vida comercial, preparar certas faculdades para certos ramos
da ciência ou das artes; mas não se julga necessário
cultivar a disposição para o otimismo, para gozar
a alegria. Nenhuma educação é tão
precisa à criança como habituá-la ao gozo
da alegria, à idéia da felicidade, de uma vida
cheia de sol.
Esse
hábito devia ser considerado uma preparação
essencial à vida e, nessa orientação, deviam
ser desenvolvidas as tendências naturais e animadas todas
as expansões de alegria infantil.
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