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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

Felicidade
Para haver felicidade, é preciso sentir a satisfação da consciência,
que tanto reprova os atos de egoísmo
 

(Texto: Minami Keizi | Foto: Divulgação)

Quantos seres humanos debilitam e atrofiam a existência, sufocam o seu desenvolvimento pela concepção errada que fazem da vida! Matam a alegria e destroem a felicidade com a sua inveja, o seu ciúme, as suas más ambições. A prosperidade alheia parece matar dentro deles o gozo do que possuem.

Para haver felicidade, é preciso sentir a satisfação da consciência, que tanto reprova todos os atos de egoísmo como condena inexoravelmente todos os crimes.

Nenhum ambicioso, nenhum avarento, nenhum egoísta pode ser feliz, porque, quando alguém é dominado por essas perniciosas paixões, torna-se absolutamente incapaz de gozar tudo quanto pode fazer amar a vida.

Aquelas grosserias e funestas sementes matam as plantas delicadas e as flores que exalam doçura, beleza, alegria e felicidade. Essas duas espécies de plantas não podem crescer juntas no mesmo solo.

Há apenas uma espécie de felicidade verdadeira, perdurável: a que não é velada por nenhuma sombra de remorso, a que não é pungida por um desgosto da consciência. A satisfação dos desejos egoístas torna impossível o gozo de uma felicidade pura. Muitas pessoas atribuem ao dinheiro um valor muito exagerado.

Quanto mais não vale a satisfação da consciência, a delicadeza de sentimentos e a alegria de espírito! Se as riquezas têm atrativos, despertam tentações perniciosas, especialmente nos espíritos fracos, frívolos, nos caracteres dúbios. A riqueza traz consigo muitos inimigos da felicidade humana que incitam à prática de afetos prejudiciais à saúde e desmoralizadores do caráter.

Diz Emerson que, se possuirmos terras, seremos escravos delas. A propriedade absorve tempo, energia. O aumento de fortuna arrasta sempre novos cuidados, cria desejos de gozo, proporciona ensejos para a satisfação de apetites.

Uma grande riqueza é inimiga de uma vida simples, natural, e nós somos constituídos de maneira que uma vida complicada não é própria para nos trazer o verdadeiro bem-estar, nem a felicidade.


*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

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Criança não é bonsai
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Cultivar o otimismo
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Proteja a sua casa com os
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Devaneios de um mago wiccano
Zen e Wicca: pontos em comum
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