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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Quantos
seres humanos debilitam e atrofiam a existência, sufocam
o seu desenvolvimento pela concepção errada que
fazem da vida! Matam a alegria e destroem a felicidade com a
sua inveja, o seu ciúme, as suas más ambições.
A prosperidade alheia parece matar dentro deles o gozo do que
possuem.
Para
haver felicidade, é preciso sentir a satisfação
da consciência, que tanto reprova todos os atos de egoísmo
como condena inexoravelmente todos os crimes.
Nenhum
ambicioso, nenhum avarento, nenhum egoísta pode ser feliz,
porque, quando alguém é dominado por essas perniciosas
paixões, torna-se absolutamente incapaz de gozar tudo
quanto pode fazer amar a vida.
Aquelas
grosserias e funestas sementes matam as plantas delicadas e
as flores que exalam doçura, beleza, alegria e felicidade.
Essas duas espécies de plantas não podem crescer
juntas no mesmo solo.
Há
apenas uma espécie de felicidade verdadeira, perdurável:
a que não é velada por nenhuma sombra de remorso,
a que não é pungida por um desgosto da consciência.
A satisfação dos desejos egoístas torna
impossível o gozo de uma felicidade pura. Muitas pessoas
atribuem ao dinheiro um valor muito exagerado.
Quanto
mais não vale a satisfação da consciência,
a delicadeza de sentimentos e a alegria de espírito!
Se as riquezas têm atrativos, despertam tentações
perniciosas, especialmente nos espíritos fracos, frívolos,
nos caracteres dúbios. A riqueza traz consigo muitos
inimigos da felicidade humana que incitam à prática
de afetos prejudiciais à saúde e desmoralizadores
do caráter.
Diz
Emerson que, se possuirmos terras, seremos escravos delas. A
propriedade absorve tempo, energia. O aumento de fortuna arrasta
sempre novos cuidados, cria desejos de gozo, proporciona ensejos
para a satisfação de apetites.
Uma
grande riqueza é inimiga de uma vida simples, natural,
e nós somos constituídos de maneira que uma vida
complicada não é própria para nos trazer
o verdadeiro bem-estar, nem a felicidade.
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