|
(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Os
bons livros prolongam e iluminam a existência de inúmeras
pessoas.
Talvez nada tenha tanto poder como os livros, para levantar
o pobre acima da sua pobreza, o miserável acima da sua
miséria; para aliviar os sofrimentos dos enfermos e as
angústias do infeliz; para arrancar à objeção
quem nela se despenhou.
São
os livros os amigos dos solitários, os companheiros dos
abandonados, um reconforto para os desalentados e infelizes,
um auxílio para os desamparados. Dá luz às
trevas, sol à sombra.
Quantos
miseráveis e desprezados não têm encontrado,
na deleitosa leitura de um bom livro, um alento e uma luz reconfortante
que lhe iluminou o espírito, afugentando os pensamentos
sinistros.
Falamos
muito da carestia da vida. Todavia, nunca os pobres puderam
obter por tão pouco dinheiro as coisas essenciais à
sua existência e até o que outrora era considerado
como objeto de luxo.
Nunca
se venderam tão modicamente as produções
dos grandes espíritos. As obras-primas de literatura,
que há mais de um século só podiam ser
compradas pelos ricos, encontram-se nos lares mais humildes
hoje . A imprensa põe as riquezas literárias ao
alcance dos mais pobres.
Quantos
homens e mulheres lastimam-se pelas infelicidades da sua vida,
sentem-se deprimidos, isolados da sociedade e lamentam não
ter visto o mundo, ou não terem gozado a convivência
dos que realizam obras de valor!
Por
mais que surjam novas modalidades de leitura, o livro escrito
nunca acabará. O homem mais humilde pode chamar Shakespeare
ou Emerson para a sua modesta casinha. Quem possui uma centena
de livros escolhidos tem cem portas abertas sobre perspectivas
de infinita alegria.
|