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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

A jovialidade
O elixir da mocidade, que os alquimistas tanto
tempo procuraram na química, está em nós mesmos
 

(Texto: Minami Keizi | Foto: Divulgação)

Ninguém envelhece, enquanto não perder o interesse pela vida, enquanto o seu espírito não envelhecer, enquanto o seu coração não se tornar frio e indiferente. Enquanto estiver em contato com a vida em muitos pontos, o espírito não se torna velho.

Viver sem envelhecer, sentir-se ativo e seguro para tudo o que representa vigor de espírito e frescura de sentimentos – depois, quando vier o fim, achar, nas profundezas da alma, a confiança dos anos decorridos e adormecer suavemente com uma firme esperança; não é isto uma sorte invejável?

A mocidade não pode compreender porque é que o terminar do dia não tem aquela impetuosa alegria da manhã; têm cores mais ricas e mais finas. O pôr-do-sol é tão belo e, às vezes, mais glorioso do que o nascer.

O terminar da vida pode ser tão belo e grande como o seu início.
A idade tem os seus prazeres.

Se a vida foi bem vivida, as reminiscências são belas; e as satisfações, consoladoras.

Realmente, o que pode dar maior prazer do que contemplar uma vida bem empregada, útil e belamente vivida?

Quando chegamos ao porto da velhice, após uma rude passagem sobre um mar tempestuoso, há um sentimento de repouso, de triunfo, de segurança. Diz-se que “os que vivem muito esperam muito”. Se conservar a sua esperança bem viva, apesar dos desânimos, e encarar todas as dificuldades com fisionomia risonha, os anos dificilmente deixarão vestígios em vossas faces. O elixir da mocidade, que os alquimistas tanto tempo procuraram na química, está em nós mesmos.

Uma dignidade suave, um repouso pacífico, uma expressão calma são as características das pessoas que gozaram o que havia de bom e belo no tempo em que viveram.

 

*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

 Arquivo:
Felicidade
O que apreciar na velhice
Quando o ensino público era valorizado
Para viver um casamento feliz
Que saudade do carinho de mãe!
Indiferença
Felicidade
A transformação do adolescente em homem
O templo da saudade
Bons tempos de antigamente
Lar feliz
A jovialidade
Temor
Otimismo
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Amizade
Felicidade
Obrigado, niitiyam
Criança não é bonsai
O melhor dia é hoje
Solidariedade
O olho gordo
Esperança
O egoísmo
Cultivar o otimismo
Manter a tradição
O fracasso é o início do sucesso
Desabafo
Recordações da história de uma família
Natureza buda: calma, compreensão e sorriso no rosto
Sucesso e fortuna
Querer é poder
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Viver sem envelhecer
Um lugar para voltar
Despedida
A harmonia do espírito
O que merece o verdadeiro valor
Cem anos de imigração
Resultado das lutas da vida
Os inimigos da felicidade
Um mundo melhor
Sonhos muito comuns
Alquimia mental
Inveja
A vida se resume em 50 anos
O ensinamento da fábula
Não encaremos a vida com demasiada seriedade
Um lar todo seu
Por uma nova potência, sem tantas diferenças sociais
O romantismo está morrendo
A pedra filosofal
Os cinco pregos de proteção
Vestígio do alquimismo em nosso tempo
Proteja a sua casa com os
“guardas de pedra”
Devaneios de um mago wiccano
Zen e Wicca: pontos em comum
Um conven forma-se naturalmente
Aprender a viver feliz
Terapêutica Espiritual
Ritual WICCA de prosperidade
Respeitar a vida
As cores da respiração
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