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Sexta-feria, 30 de julho de 2010

Lar feliz
Um lar-modelo é uma grande salvaguarda para o homem
 

(Texto: Minami Keizi | Foto: Divulgação)

Alguns dos lares mais felizes que tenho conhecido, lares ideais em que reinavam a inteligência, a paz e a concórdia, eram pobres.

Nem tapetes ricos nem quadros valiosos nas paredes, nem piano, nem biblioteca, nem obras de arte. Mas viviam satisfeitos, seres dedicados, e cada um contribuía para a felicidade de todos, tentando compensar, com inteligência e bondade, a pobreza do seu viver.

É triste ver um homem lutar com todas as suas forças para amontoar alguns reais e desprezar completamente aquilo para que nasceu – uma vida feliz, enriquecida pela mulher e pelos filhos.

O dinheiro pode comprar e mobiliar uma casa, mas não obter um lar. E, no entanto, riquezas de ternura, de abnegação, de bondade e de paz têm transformado habitações humildes em mansões onde existem tesouros do coração!

Um marido jovem deve lembrar-se de que uma mulher sacrifica infinitamente mais coisas pelo homem que ela ama, do que ele por ela, e não pensar em prevenir as decepções do começo da vida conjugal. Se os esposos assim entendessem a vida, não haveria processos de divórcio.

Os homens julgam-se, muitas vezes, superiores às mulheres só porque sustentam a família e imaginam que ganhar dinheiro seja uma habilidade superior. E, no entanto, o melhor dos seus êxitos deve-se à influência das suas mulheres, ao seu tato, à sua habilidade em dar felicidade ao seu lar. Uma boa esposa vela pela casa para que o marido esteja bem disposto para o trabalho; impedindo-o de se atormentar, livrando-o da dissipação e de tudo o que lhe possa deprimir as forças e a energia. Hoje em dia, em muitas famílias, marido e mulher trabalham.

Muitos homens são sadios, normais e equilibrados, graças às influências das suas mulheres.

Um lar-modelo é uma salvaguarda para o homem. Incutindo-lhe energia, impede-lhe o desalento, desenvolve o lado afetuoso da sua natureza afetiva e torna-o mais forte e seguro.

O homem produz mais quando a concórdia e o afeto reinam no seu lar.

 

*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

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