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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Alguns
dos lares mais felizes que tenho conhecido, lares ideais em
que reinavam a inteligência, a paz e a concórdia,
eram pobres.
Nem
tapetes ricos nem quadros valiosos nas paredes, nem piano, nem
biblioteca, nem obras de arte. Mas viviam satisfeitos, seres
dedicados, e cada um contribuía para a felicidade de
todos, tentando compensar, com inteligência e bondade,
a pobreza do seu viver.
É
triste ver um homem lutar com todas as suas forças para
amontoar alguns reais e desprezar completamente aquilo para
que nasceu uma vida feliz, enriquecida pela mulher e
pelos filhos.
O
dinheiro pode comprar e mobiliar uma casa, mas não obter
um lar. E, no entanto, riquezas de ternura, de abnegação,
de bondade e de paz têm transformado habitações
humildes em mansões onde existem tesouros do coração!
Um
marido jovem deve lembrar-se de que uma mulher sacrifica infinitamente
mais coisas pelo homem que ela ama, do que ele por ela, e não
pensar em prevenir as decepções do começo
da vida conjugal. Se os esposos assim entendessem a vida, não
haveria processos de divórcio.
Os
homens julgam-se, muitas vezes, superiores às mulheres
só porque sustentam a família e imaginam que ganhar
dinheiro seja uma habilidade superior. E, no entanto, o melhor
dos seus êxitos deve-se à influência das
suas mulheres, ao seu tato, à sua habilidade em dar felicidade
ao seu lar. Uma boa esposa vela pela casa para que o marido
esteja bem disposto para o trabalho; impedindo-o de se atormentar,
livrando-o da dissipação e de tudo o que lhe possa
deprimir as forças e a energia. Hoje em dia, em muitas
famílias, marido e mulher trabalham.
Muitos
homens são sadios, normais e equilibrados, graças
às influências das suas mulheres.
Um
lar-modelo é uma salvaguarda para o homem. Incutindo-lhe
energia, impede-lhe o desalento, desenvolve o lado afetuoso
da sua natureza afetiva e torna-o mais forte e seguro.
O
homem produz mais quando a concórdia e o afeto reinam
no seu lar.
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