|
(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
O
mundo é cheio de felicidade e todos nós podemos
fazer uma boa colheita, se quisermos apanhar o que encontramos
no caminho.
A
maior parte das pessoas procura egoistamente a felicidade, tenta
encontrar algo que lhes aumente o conforto, que lhes desvaneça
as impressões desagradáveis e que lhe mude o humor.
A
maioria das pessoas imagina que a felicidade consiste na satisfação
dos seus desejos.
Mas
isso não passa de uma ilusão, porque a satisfação
dos desejos é seguida sempre de uma reação
que reclama satisfações novas. O apetite da paixão
sobrevive a todas as possibilidades de satisfação;
quanto mais se lhe cede, tanto mais imperioso se torna. Sobrevive,
até quando a sua vítima está aniquilada.
De
quantos nós ouvimos lamentações porque
a vida bem pouco lhes deu! Foi justamente aquele estado de espírito
ambicioso que os impediu de receberem mais. Os que mais se dedicam
na vida são os que melhores frutos colhem, da mesma maneira
que um agricultor precisa semear e plantar para receber o fruto
do seu trabalho.
Para muitas pessoas, a vida parece mais uma pilhagem do que
um nobre cultivo.
Exatamente
como o lavrador que, para tirar de uma terra excelente uma abundante
colheita, aplica os seus melhores cuidados à cultura,
assim deve proceder na vida, procurando enriquecê-la o
mais possível. Semeie nela amor, contentamento, alegria,
abnegação, e não se queixará da
aridez da sua existência, nem de que não encontra
no mundo a recompensa de seus esforços.
|