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Sexta-feria, 10 de setembro de 2010

Para viver um casamento feliz
Não é fácil para uma mulher ser amável e falar afetuosamente a um homem
que só a repreende e faz observações rabugentas
 

(Texto: Minami Keizi | Foto: Divulgação)

O homem não ama como a mulher. A sua afeição é mais egoísta. Quando uma mulher ho­nesta dá o seu amor, é para sempre e a sua dedicação não depende dos atrativos, como su­cede ao esposo.

É verdade que há esposas que cometem o erro fatal de não se manterem tão atraentes como eram antes do casamento . Pensam bastar-lhe o seu valor real para prenderem o marido, e que não é preciso cuidar de encantos, vestuários e maneiras.

Mas, se a companheira trouxe de­cepções ao marido, ele deve examiná-las e verificar se, em parte, não é culpado dessa falta. Uma mu­lher tem pouco gosto de se vestir bem, quando o marido só sabe criticar-lhe mordazmente o penteado ou o vestuário.

Não é fácil para uma mulher ser amável e falar afetuosamente a um homem que só ralha com ela e faz observações rabugentas. A mulher não pode criar sozinha a felicidade do lar.

E por que ele acha justo falar com a esposa num tom que não se usaria com outra mulher?
Tente, durante algum tempo, usar louvo­res e amabilidades. Deixe as repreensões.

“O louvor estimula, a censura deprime”.
“Quando um casamento é o que deve ser, o verdadeiro romance começa no dia das núpcias”.

Muitos homens ignoram o pouco que é pre­ciso para uma mulher ser feliz. Se se souber amada, suportará a pobreza e as privações, só para dar encanto e conforto ao lar. Mas, se o seu coração não viver satisfeito, ela irá se deprimir, embora viva num palácio rodeada do maior luxo.

Nenhuma fortuna pode substituir na mulher a afeição e a estima do seu marido, manifestadas em inúmeras e pequenas delicadezas.

O grande escopo de todos os recém-casados devia ser evitar a monotonia, o aborrecimento, e conseguir a conservação não só do amor, como dos testemunhos desse amor, mantendo um am­biente de afetuosa disposição.

A felicidade do lar reside na força dos dois.

 

*Minami Keizi (Getulina, 9 de junho de 1945 - Itapevi, 14 de dezembro de 2009)
Natural de Getulina, interior paulista, formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Fez previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreveu também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados.

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Zen e Wicca: pontos em comum
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