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( Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Em
1952, quando comecei a estudar, morando no campo, havia, nas
proximidades da casa, três escolas do curso primário
até o terceiro ano. A de Fazenda Rosa, a do Bairro Nova
Fátima e a escolinha do Bairro Terceira Aliança.
Estudei os dois primeiros anos na escola do Bairro Nova Fátima;
o terceiro ano concluí no da Terceira Aliança.
A
mais retirada da estrada onde passava regularmente o ônibus,
mais conhecido como jardineiras, era a escola da
Fazenda Rosa. A estrada não era asfaltada. Um funcionário
da fazenda aguardava com a charrete a professora, que nunca
faltava.
A
gente tinha um profundo respeito pelas professoras. Hoje em
dia, é comum ver nos noticiários que um professor
ou uma professora foi agredido(a) por um aluno. As paredes das
escolinhas permaneciam limpas, sem nenhuma pichação.
Essas escolinhas não existem mais.
Lembro
que a maioria dos nisseis da época mal sabia falar português,
porque, em casa, a língua oficial era o japonês.
Numa sala com três classes juntas, a professora dava aula
sem que os alunos se perdessem. O ensino público era
valorizado, assim como seus mestres.
Assim,
fui muito bem alfabetizado. No final do ano, a professora vinha,
acompanhada de um fiscal, para o exame de passagem de ano. Se
o aluno não se mostrasse capaz, no ano seguinte, ele
permanecia no mesmo ano. Esse negócio de passagem obrigatória
de ano não existia.
O
quarto ano primário era ministrado nas cidades vizinhas.
Concluído o quarto ano, a gente recebia um diploma de
conclusão do primário. Se quisesse continuar os
estudos, a nova etapa era o ginásio. Para ingressar no
curso ginasial, o aluno passava por um exame de admissão.
Mais quatro anos de bons estudos. Depois do ginásio,
vinha o clássico ou o científico.
Concluídos
esses cursos, o aluno estava apto para a faculdade. E muito
bem preparado. Realmente, as escolas de antigamente eram bem
melhores.
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