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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
homem
que treinou o seu espírito, que se preparou para as alegrias
do retiro na velhice, é um homem afortunado.Se
um homem adquiriu o descanso por uma vida ativa e bem orientada,
industriosa, se procurou desempenhar a sua tarefa no trabalho
universal e preparou o seu espírito para gozar o descanso
merecido, deve estar apto para ser feliz.
Há
milhares de maneiras para um espírito educado poder gozar.
Pense nos inúmeros prazeres que pode encontrar nos
livros uma pessoa que os ama e sabe apreciá-los. É
difícil conceber maior delícia. Isso não
significaria nada para o homem que gastou 50 anos fatigando-se
na azáfama dos negócios e que talvez não
tenha lido um livro em toda a sua vida.
Pense
nos possíveis encantos do mundo da natureza e da arte
que poderá sentir um homem que desenvolveu as suas qualidades
estéticas, para quem uma flor, uma planta, uma árvore,
o nascer do sol despertavam sensações divinas!
Que
delícias espera o homem que se habituou durante
a vida a se aperfeiçoar e a procurar ciência em
todas as fontes imagináveis!
Quem
pode imaginar maior delícia do que sentir o espírito
se expandir, passar além dos horizontes da ignorância
e cada dia mais além!
Não
há maior satisfação na vida do que auxiliar
os outros; e o homem que assim procedeu durante sua vida encontrará
uma recompensa indizível ao retirar-se para o merecido
descanso.
Não
é apenas o homem cuja experiência se limitou aos
negócios ou ao trabalho da sua profissão que acha
a vida aborrecida, depois de se retirar, mas também aquele
que na sua mocidade tinha condições favoráveis
para educar o espírito no sentimento do gozo e que, inteiramente
absorvido pela sua carreira, isolou-se do mundo dos livros,
do mundo da arte, da beleza, das viagens, fechou as avenidas
do lado social da vida e destruiu as faculdades nas quais outrora
tinha encontrado prazer.
Essa
tem sido a triste expe-riência de homens que tentaram
encontrar alegria no repouso da velhice, mas descobriram que
tinham perdido o poder de apreciação e gozo pelas
coisas que em outros tempos tanto tinham amado.
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