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Quando
a vida de alguém não vai bem, sua tendência
é isolar-se para evitar o sofrimento. Quando o chefe
não consegue fazer a equipe envolver-se com o projeto,
sua tendência será se sobrecarregar, levar um monte
de tarefas para casa. A princípio, os resultados melhoram,
mas, aos poucos, seu rendimento começa a cair em razão
do cansaço.
Quando o pai percebe que o diálogo com o filho não
está funcionando, sua tendência é se distanciar
dele. Logo após essa decisão, pode sentir alívio
por não ver que o garoto não estuda ou usa drogas.
Mas até quando será capaz de sustentar essa situação?
Muitos sofrem com seu relacionamento amoroso. Depois de algumas
decepções, tendem a se isolar e a adotar postura
cética em relação ao amor. Preferem ficar
em casa no sábado à noite. Passam os fins de semana
sozinhos. Nunca aceitam o convite de um colega para sair. Mas,
depois de algum tempo, a solidão aperta o coração.
Desistir de amar é uma viagem que dificilmente dá
certo. Anos mais tarde, a pessoa reconhece que a solidão
cria um indivíduo amargurado, que só sabe criticar
e ver defeitos em todo mundo. Alguém cuja alma se encolhe
por não receber carinho.
É preciso ir contra a tentação de buscar
a solidão para resolver as dificuldades com o outro.
A energia do amor nos leva à evolução.
Sem amor, o ser humano murcha e seca como uma flor esquecida
dentro da gaveta.
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