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Muita
gente confunde possessividade, insegurança e ciúme
com o amor. Na verdade, esses sentimentos podem se assemelhar
ao amor, mas, em sua essência, negam a nossa profunda
vocação na vida. São como flores de plástico
comparadas com a flor verdadeira. Ambas têm em comum algumas
características, mas possuem origens diferentes.
A possessividade nasce do medo, ao passo que o amor nasce da
própria vida à procura de celebração.
O ciúme nasce da mesquinharia, da vontade de controlar
o crescimento do outro, e o amor nasce da generosidade que existe
em nós.
Enquanto a insegurança nos transforma em mendigos, sempre
pedindo, ou pior, cobrando algo do outro, o amor nos dá
energia para doarmos o que somos à pessoa que nos estimula
a amar.
Certamente cada um de nós, pelo menos uma vez na vida,
já refletiu sobre o amor fonte de luz, de energia
vital que movimenta toda a humanidade.
Amor não é cobrar por suas ações.
Há uma confusão muito grande entre o amor verdadeiro
e um produto similar, chamado amor de troca uma conduta
usada como moeda para dar direito a cobrar determinados comportamentos
dos companheiros. Exemplo típico é a eterna cobrança:
Eu sempre cuidei de você e, agora que preciso, não
o tenho comigo.
Quando, numa relação, as pessoas se sentem amarguradas,
convém refletir cuidadosamente, pois o amor é
uma energia que impulsiona para a vida. Quando estamos amando
alguém, sentimo-nos vivos e em sintonia com o Universo.
O amor é a força que nos leva a enfrentar todos
os nossos medos, criados desde as primeiras experiências
dolorosas de aproximação. Tornamo-nos corajosos
e ousados, prontos a desafiar o tédio e o comodismo,
a enfrentar o desafio do cotidiano.
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